sábado, 12 de março de 2011

Desastre no Japão: As Tsunamis


 Boa tarde!

Infelizmente essa semana fomos surpreendidos com a terrível notícia vinda do Japão. 
Por mais que não seja novidade ouvirmos falar sobre "terremotos no Japão", desta vez o susto foi enorme, pois o país foi atingido pelo maior de sua história. (O abalo atingiu 8,9 na escala Richter).
O que também muito assustou foi a criação da Tsunami, que devastou a costa matando ainda um número desconhecido de pessoas. 
Aproveitemos então o assunto para falar um pouco sobre a Tsunami.


Terremotos, erupções vulcânicas e outras explosões submarinas podem gerar Tsunamis.


Para calcular a velocidade de um tsunami em alto mar é muito simples:
Basta aplicar a equação:

 Onde:

V = velocidade da onda
g = Aceleração da gravidade
h = é a profundidade local

Desta equação, podemos concluir que:

A velocidade da tsunami está relacionada com a gravidade (aproximadamente 9,8 m/s²) e com a profundidade. Pela relação concluímos que quanto maior a profunidade, maior será a velocidade.

A altitude da tsunami também está relacionada com a profundidade do local, desta vez inversamente proporcional, ou seja, quanto mais profundo for a região, menor será a onda.

Resumindo:

- Um abalo sísmico em alto mar, provocará uma perturbação nas águas gerando uma tsunami.
- Por ser uma região de grande profunidade, a onda gerada possuirá baixa amplitude a alta velocidade.
- À medida que a onda se aproxima da costa (região menos profunda) ela aumenta sua amplitude e diminui a sua velocidade.




Obs: Um fato importante é lembrarmos que a tsunami é uma onda, ou seja, ela não tem a característica de transportar matéria, mas sim Energia. (A perda de energia durante um movimento de onda deve ser considerado, porém não é suficiente para destruí-la completamente).

Espero poder ter ajudado um pouco a esclarecer.

Grande abraço

terça-feira, 8 de março de 2011

Agradecimentos

Apenas um obrigado


Hoje, como de costume, acessei o meu blog e dei uma olhadinha nas estatísticas de acessos.
Para minha enorme felicidade e espanto, acabo de atingir 1000 acessos!
O que para muitos não significa nada, para mim, é um enorme orgulho saber que este blog, por mais simples que seja, e principalmente, por abordar um assunto que não é de muito interesse das pessoas, conseguiu um número considerável de pessoas em pouco tempo.
Resumindo em números:

São 1000 acessos em 4 meses
Uma média de: 250 acessos por mês; 8 acessos por dia.

Espero que esses números sejam uma constante. Esse "blogueiro professor" estará mais que satisfeito.

Muito obrigado!
Abraços

domingo, 6 de março de 2011

É carnaval! É festa! É física!

Salve salve Marquês de Sapucaí!

 
Não teve jeito! Tive que aproveitar o assunto e falar um pouquinho de física

Estive assistindo aos "melhores momentos" do carnaval de São Paulo este ano, e vi que uma escola teve problemas com algumas alegorias, estourando o tempo máximo permitido pelo regulamento.
Como eu consigo transformar tudo em física, vamos tentar observar o problema físico em uma situação como esta.

Imaginemos a Marquês de Sapucaí.

Através do olho que tudo vê na internet (vulgo Google), consegui encontrar que o famoso sambódromo carioca possui 700 metros de comprimento. Ou seja, durante um desfile de carnaval, nossos carnavalescos precisam enfrentar uma caminhada de 0,7 quilômetros!

Bom, mas o que fazer para evitar problemas com o tempo?
A resposta é simples! Um cálculo de Velocidade Escalar Média pode resolver isto!

- Consideremos que uma escola de samba, em todo seu comprimento, tenha uma fila total de 2 km (ou seja, 2000 metros);
- Consideremos também que essa escola esteja atravessando os 0,7 km (700 metros) da Marquês de Sapucaí;
- E por último, consideremos uma média de 1 hora de tempo permitido (60 minutos ou 3600 segundos).

Para não haver problemas com o tempo, calculemos a velocidade média que nossos passistas devem ter para não estourarem o tempo.

A fórmula é muito simples:


Nada mais é do que relacionarmos o espaço que devemos percorrer dividido pelo tempo necessário para isso. 
O único detalhe é: Não devemos considerar apenas o comprimento do sambódromo, mas também o comprimento da escola de samba, pois ela só terminará o desfile quando todos seus componente atravessarem o portão! 

(Obs: Muitos problemas como estes são encontrados em vestibulares, em situações como Caminhão atravessando túnel, trens atravessando pontes, navios atravessando canais, etc)

Então o comprimento total será: 700 m + 2000 m = 2700 m
Relacionando com o tempo ( 3600 segundos) teremos:

V = 2700 m / 3600 s 

Teremos uma velocidade média de 0,75 metros / segundos.

Como não estamos habituados com esses termos, transformemos em Km/h:


Então: 

0,75 x 3,6 = 2,7 Km/h.

Esta sim é a velocidade média que toda a escola de samba deve ter para conseguir atravessar todo o percurso no tempo estimado!

Ah, você achou uma velocidade baixa?

Pois faça isso... lembre-se apenas que você estará com uma fantasia com no mínimo uns 10 kg nas costas, ou então estará empurrando uma alegoria, carregando uma bandeira, etc, etc, etc...

Abraços!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Enquanto isso na escola pública...

O que mais pode acontecer?

Mês de Dezembro. 
Mais uma vez estavam abertas as inscrições para a prova dos professores não efetivos da rede pública. Dentre estes, eu acreditava ser mais uma prova que eu conseguiria passar.
Chega o dia da prova, saio cedo de Ipuã e vou para São Joaquim da Barra para mais um ano de concurso público. Lembro-me que a prova foi um dia após a formatura de uma das escolas particulares que trabalho, então para amenizar meu cansado devido à festa, esperei as obrigações como professor terminarem naquela noite e fui embora mais cedo para descansar um pouco.
Como eu já esperava, a prova não estava difícil, pois os assuntos ali cobrados se encontravam em um nível médio, sem muitos "quebra-cabeças". Com um desempenho razoável, consegui me classificar dentre os primeiros colocados da região. Bastava agora esperar a atribuição.

Ah... essa rede pública.

Há poucos dias da atribuição, chega à escola onde leciono um comunicado com um assunto de meu interesse. Neste comunicado, constava que eu, juntamente com alguns outros professores, fazíamos parte da categoria "O" e que nossos contratos estariam suspensos por 200 dias letivos! (Em outras palavras, você trabalha 1 ano e fica 1 "descansando"). 
Com aquela suspensão, eu perdi o vínculo com a U.E (Unidade Escolar), não podendo mais participar da atribuição de aulas naquela escola.
Depois da atribuição, ou seja, após outros professores "pegarem" nossas aulas, a Diretoria de Ensino envia à escola outro comunicado, relatando desta vez que aqueles professores que tiveram seus contratos suspensos, poderiam sim participar da atribuição de aulas, porém participariam desta atribuição nas Escolas Polos (traduzindo: participaríamos juntamente com os professores de toda a região abrangida pela D.E.).

Chegando o dia da atribuição, lá estávamos nós mais uma vez, professores aprovados pelo concurso. 
A grande notícia era que não havia quase que mais aula nenhuma sobrando. 
Ou seja... sobramos.

Esse concurso então, se tornou uma obrigação que não lhe garante absolutamente nada. 

Para dizer que ficamos de mãos abanando, pelo menos digo por mim, acabo de "pegar" uma licença saúde de 60 dias, pois a professora foi Obrigada a pegar as aulas, mesmo sem condições de lecioná-las.

É a triste vida de um professor de escolas públicas.

Com certeza, vem mais por aí...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Momento "pérolas das salas de aula"

Histórias que ninguém acredita... mas aconteceram

Ano de 2009, 1º colegial. 

O assunto era astronomia. Esse é um assunto que os alunos adoram fazer perguntas, pois acho que dentre as matérias da física é uma das que eles possuem mais afinidade, ou pelo menos imaginam que possuem.

Depois de muito discutir e responder as perguntas mais variadas possíveis, a pergunta de um dos alunos que sentavam na carteira da frente estava relacionada à velocidade da luz.

(Aluno 1) - Professor, e a luz? Qual a velocidade dela?
(Prof. João) - Bom, a velocidade da luz é de 300.000 km/s
(Prof. João) - Para você ter uma idéia, a luz que sai do sol leva aproximadamente 8 minutos para chegar aqui na Terra.
(Aluno 2) - Como assim professor? A luz não chega aqui instantaneamente?
(Prof. João) - Claro que não! Por exemplo, se o sol "morresse" agora, nós só iríamos perceber daqui a 8 minutos.
(Aluna 3) - Professor, quer dizer que se viajássemos até o sol, demoraríamos muito tempo para chegar?
(Prof. João) - Ah sim, muito tempo... mas acho que não seria uma viagem muito útil até o sol, não acha?
(Aluna 3) - Por que não professor?
(Prof. João) - Olha, você não acha o sol meio QUENTE para irmos para lá não?
(Aluna 3) - Mas professor, não existe vida no sol?
(Prof. João) - Você acha que seria possível ter vida lá?
(Aluna 3) - Não sei, ninguém nunca foi lá para comprovar...

Silêncio total momentâneo na classe...

(Aluna 3) - E digo mais, se o sol for realmente tão quente assim, para não sofrermos tanto... é  só irmos para lá a noite...

Fechando com chave de ouro suma participação na aula.

Momentos que ninguém acredita se eu contar...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Momento Colunista: Aquecimento

Já que essa temperatura não abaixa logo...


Tempos atrás escrevi um pequeno artigo sobre o aquecimento global o Portal Ipuã.
Como esse calor todo não acaba logo, vamos falar um pouco de aquecimento global.
Boa leitura...



Aquecimento Global: Esquentando nossas cabeças

Você certamente já deve ter ouvido falar de aquecimento global, efeito estufa, radiação ultravioleta, infravermelha, emissão de dióxido de carbono na atmosfera. Deve ter percebido também que esses assuntos estão sempre relacionados, e ainda mais, vem se tornando cada vez mais constantes. Mas já se perguntou o motivo disso? Por quê de repente a temperatura do nosso planeta começou a aumentar tanto? Qual a relação entre eles? Qual a nossa participação em tudo isso? O que devemos fazer? São perguntas que as vezes passam despercebidas com a quantidade enorme de informação que chegam às nossas casas todos os dias.

O Aquecimento Global e o Efeito Estufa

Como o próprio nome já diz, aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura na superfície da Terra, o que vem ocorrendo cada vez mais nos últimos anos. E esse fato se dá graças ao efeito estufa, um fenômeno que possibilita a vida de existência na Terra. Mas já que o efeito estufa é essencial para a existência de vida, qual o motivo de temermos?
O efeito estufa é um efeito natural, ou seja, graças a ele podemos ter uma temperatura no planeta que possibilite a existência de vida. Mas devido a enorme emissão de dióxido de carbono na atmosfera, o resultado é um aumento maior do que o esperado, causando o aquecimento global em dimensões que assustam.

Como funciona então?

Toda energia que recebemos, seja ela luminosa, ou em forma de radiação infravermelha e ultravioleta provém do sol. Como essa energia é uma onda eletromagnética, ela não necessita de um meio material para se propagar, então ela pode “caminhar” livremente pelo vácuo (que é a ausência total de matéria), saindo do sol e indo em todas as direções inclusive a Terra (o tempo que a luz leva para sair do sol e chegar até a Terra é de aproximadamente oito minutos.)
Ao chegar a Terra, cerca de 30% da energia luminosa é refletida e volta para o espaço, o restante penetra na atmosfera. Chegando aqui é absorvida pelo ar, pela terra e pelas águas. Assim que aquecida, a superfície emite calor em forma de radiação infravermelha. Um pouco da radiação emitida vai para o espaço, mas a maior parte é retida na atmosfera, originando o efeito estufa. Se o calor não fosse retido, o planeta congelaria a uma temperatura média de 18ºC negativos.
Vemos então que o efeito estufa é essencial para a vida na Terra.
O problema é que hoje, milhões de toneladas de carbono que a natureza tirou de circulação, armazenada como petróleo no subsolo ou biomassa nas matas, são jogados pela ação humana na atmosfera em poucas horas. Aumentando a concentração desse e de outros gases na atmosfera, o homem amplia o efeito estufa, o que provoca o aquecimento global.

Consequências

Uma das maiores consequências do aquecimento global é o derretimento generalizado da neve e do gelo e a elevação do nível global médio do mar, o que atinge principalmente as cidades litorâneas.
Em algumas regiões do planeta podem desaparecer alguns ecossistemas, como também haver um aumento de 7 metros no nível do mar.
O que também pode ocorrer é o surgimento e o crescimento de desertos, aumento de furacões, tufões, ciclones, terríveis ondas de calor, dentre outras.
Ou seja, as consequências variam muito de região para região, então o cuidado deve ser redobrado.
O importante é sabermos que temos parcela enorme de culpa no aquecimento global, e que nunca é tarde para a mudança de algumas atitudes que podem contribuir para a amenização deste fenômeno, que com certeza, vem deixando a população mundial cada vez mais de cabeça quente!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fim de férias... de volta ao trabalho!

                                                Quanta saudade...

Olá meus amigos! Tudo que é bom dura pouco! Regra essa que infelizmente se aplica às férias!

Como sempre tudo começa com os planejamentos, regras, promessas e cobranças para um ano melhor.
Por hora, o professor "nada-efetivo" aqui participou de 2 planejamentos, mas algumas propostas surgiram essa semana. Talvez esse ano eu inicie uma nova era em outra escola, mas nada que eu possa confirmar ainda. No mais, a galera do Colégio Bom Samaritano, Escola Iang e o Cursinho Pré-Vestibular Gabarito vão ter de me engolir mais um ano, o que me deixa mais que feliz e satisfeito.

Bom retorno de serviço para nós, professores e alunos!

Um ótimo início de 2011 por aí...

Nos encontramos por aqui... e nas salas de aula da vida!